A Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza (Secel) chegou a ameaçar não liberar o estádio para jogos do Tricolor de Aço, por conta de dívidas do clube.
Acordo financeiro entre clube e secretaria
O titular da Secel, Márcio Lopes, informou à Redação Web do Diário do Nordeste, que entrou em acordo com a diretoria leonina.
“O Fortaleza vai pagar a dívida de R$ 42 mil, referente ao aluguel da partida contra o Oeste, em 10 prestações de R$ 4.200,00 a cada jogo, começando a partir da próxima rodada”, explicou o secretário.
O diretor administrativo do Fortaleza, Noé de Brito, confirmou o
acordo e ressaltou “que o clube vai pagar durante os próximos 10 jogos, independentemente de quanto tempo leve para que essas partidas sejam realizadas, já que há um acordo sendo negociado com o Castelão”, explicou.
Segundo Márcio Lopes, “o restante da dívida, cerca de R$ 102 mil,
referente aos prejuízos causados pela torcida do Fortaleza naquela mesma
partida da Série C, será encaminhado pela Procuradoria Geral do
Município à Justiça, onde o clube terá direito à ampla defesa”.
Para o diretor de futebol do Leão, Jorge Mota, “o clube argumentará,
quando for acionado pela PGM, que já está negociando o pagamento da
dívida e que, portanto, o processo não faria mais sentido”.
Secretário quer criar fundo para prevenir danos ao PV
Secretário quer criar fundo para prevenir danos ao PV
Se por um lado não há garantia de que o Leão do Pici arcará com os
prejuízos causados no ano passado, a Secel estuda formas de prevenir
futuros incidentes envolvendo danos ao estádio.
Márcio Lopes afirma que a secretaria analisa “uma forma de
identificar e punir diretamente aqueles que causarem prejuízos ao
estádio, inclusive com medidas que impeçam o retorno desses torcedores
às arquibancadas”, disse.
Além disso, deve ser criado um fundo de prevenção a esses prejuízos,
com recursos da própria Secel, da Federação Cearense de Futebol e dos
clubes. “Caso não fosse preciso utilizá-lo ao longo do ano, ou caso
sobrasse, poderíamos investir em campanhas pela paz nos estádios”,
explicou.
Outra possibilidade, conforme o gestor, seria um seguro custeado com o acréscimo de R$ 1,00 no valor dos ingressos.
Sem cadeiras extras
Lopes alerta, por fim, que “se ocorrerem novos danos às cadeiras do
PV no jogo de quinta-feira, a Prefeitura não dispõe de estoque nesse
momento. Ainda precisamos comprar mais cadeiras para formar um novo
estoque”.
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
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