sexta-feira, 21 de abril de 2017

"Busão" para o treino e Thiago Silva no olhar: Túlio vive caos e auge no Ferrão

Túlio, Ferroviário, zagueiro  (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares )
Túlio estava no lugar certo, na hora certa. No chute de Everton, foi dele o pé salvador que impediu o gol que levaria o confronto para as penalidades.
Na hora, não deu para raciocinar muito bem a importância do lance. Mas, após o apito final, em que o Ferroviário avançou à decisão do estadual após 19 anos, o balanço foi grandioso. Túlio tem 22 anos e chegou nas categorias de base, aos 17. Ou seja, viveu o caos do rebaixamento à segunda divisão e, agora, esse renascimento com jeito de sonho.
- A primeira coisa que veio na minha cabeça foi uma felicidade muito grande. Classifiquei o time. Quero agradecer a todos, aos meus companheiros, ao técnico (Vladimir de Jesus) e a Deus, que me colocou naquele lugar, naquele momento mesmo, na semifinal - afirmou.
Todos os dias para chegar aos treinos na sede do clube, Túlio pega o "busão" (ônibus) do Antônio Bezerra até a Barra do Ceará. A primeira oportunidade no time titular veio ainda com Lula Pereira, quando o time ainda se reestruturava para chegar à Primeira Divisão, no ano passado. Depois, Marcelo Vilar abriu as portas para ele no Cearense, em 2017. Com a saída de Vilar, Vladimir de Jesus seguiu confiando no jovem, que é casado, tem filho e se inspira no famoso zagueiro Thiago Silva, do Paris Saint-Germain, e nos companheiros de Ferrão, Erandir e Mota. 
- É um cara do bem (o Vladimir). Fora de campo, ele é grande. O Mota é um jogador espetacular. Quando vejo ele correndo os 90 minutos, dá mais vontade de correr também. E tem o Erandir, que é outro grande atleta. Eu não tinha muita oportunidade no Sub-20. Mas pensei no Thiago Silva. É raça, garra, determinado, me inspiro nele - desabafou.
O zagueiro lembra bem do caos vivido pelo clube na queda à segunda divisão em jogo diante do Guarani de Juazeiro, em 2012. Admite, também, que, para o cenário mudar, foi preciso uma reformulação dos dirigentes no clube. Mas não quis citar nomes. O Ferroviário só voltou à elite do Cearense em 2017 com a desistência do Alto Santo da competição estadual. 
- Quando o time desceu para a segunda divisão, naquela polêmica, eu já estava lá. Foi o pior momento, muita confusão no clube. Esse dia,eu não me esqueço. Agora que deu tudo certo estamos felizes demais. Tinham algumas pessoas lá dentro. Vieram outras agora e acabaram organizando o clube, o Ferroviário - explica.
Agora, de olho na final, o garoto não tem preferência de adversário. A luta, segundo ele, será até intensa pelo título. O Ferrão já tem as vagas garantidas na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil de 2018.
- Não tem preferência. Vamos lutar (contra Guarani-J ou Ceará) como lutamos contra o Fortaleza. Até o fim. 


FONTE - G1
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POSTADA  POR GOMES SILVEIRA

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