quarta-feira, 5 de julho de 2017

Com saídas no Nordestão, vaga pode sobrar para Leão

O que tinha tudo para ser um sucesso que perduraria por muitos anos, pode estar com sua soberania ameaçada.
Estamos falando da Copa do Nordeste e as repentinas saídas dos clubes pernambucanos. Oficialmente, Sport e Náutico já anunciaram que não estão mais interessados em seguir participando do torneio regional de maior sucesso no País. O próximo deve ser o conterrâneo Santa Cruz. Mas, o que estaria por trás de uma decisão tão brusca como essa de deixar a liga organizadora da competição? De maneira aberta, os dois clubes decretam: dinheiro. Entretanto, a questão pode ter um viés político mais significativo e que sobrepõe, inclusive, o lado financeiro.
Segundo Arnaldo Barros, jurista que atualmente preside o Leão da Ilha do Retiro, o campeonato envolvendo os principais clubes do Nordeste não é rentável. Segundo o mandatário rubro-negro: “Nós pagamos para jogar a Copa do Nordeste. Essa é a verdade”, decreta. Barros falou publicamente que não tem interesse em manter o clube na Liga do Nordeste, que é a entidade responsável por organizar a parte financeira do torneio, mas suas declarações não foram suficientes para justificar um ato tão repentino e pesado como romper relações.
Arnaldo Barros também lembrou que o patrimônio do clube, que são seus atletas, não estava suportando a carga excessiva de jogos e, por isso, a desistência seria válida. “Participamos de cinco competições ao mesmo tempo. Precisamos de um calendário mais racional, caso contrário vai se sempre como neste ano: vários jogadores no Departamento Médico, ficando semanas ou meses fora, sem poder produzir para o clube que o está pagando. Fora os tantos jogos sem atrativo para o torcedor, sempre quarta e domingo”, conclui.
Emerson Barbosa, diretor de futebol do Timbu, também expôs as razões que levaram o clube alvirrubro a desistir de disputar, onde destacou que os valores da premiação não agradam. “Acreditamos que a cota inicial do Nordestão é muito baixa. A competição é até rentável, mas o repasse feito aos clubes não é compatível com o que nós representamos. Esse foi o principal fator para o Náutico”, pontuou. Curiosamente, segundo dados publicados por Elton Serra, blogueiro do ESPN, o torneio regional paga aproximadamente R$ 1,1 milhão a cada clube pernambucano, enquanto o Campeonato Pernambucano destina R$ 850 mil aos cofres de cada um.
Possibilidade
O presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio, não crê que a decisão de Sport e Náutico (talvez também o Santa Cruz) seja definitiva. “Eles se desfiliaram da liga, mas isso não implica na perda da vaga no Nordestão, já que esse campeonato é organizado pela CBF, devem rever esses conceitos no futuro”, alega Carmélio.

Entretanto, caso as vagas estejam disponíveis, clubes de “camisa forte” seriam privilegiados, dentre eles o Fortaleza. “Não aceito clubes pequenos. Se tiver chance de brigar por uma vaga para o Fortaleza, eu brigarei por isso sem dúvidas”, explica. Vale ressaltar que os gigantes da Bahia já garantiram que permanecerão na liga para 2018.


FONTE : O ESTADO

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POSTADA  POR GOMES SILVEIRA

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