quinta-feira, 22 de junho de 2017

Bonamigo, exclusivo para o Blog: “Quero decidir a classificação em casa. Histórico foi feito para ser quebrado”.

Conversei com Paulo Bonamigo na noite desta quarta-feira. Papo exclusivo com o técnico do Fortaleza para o Blog. O objetivo: uma avaliação do
trabalho nesses primeiros seis jogos, quando a equipe somou 13 pontos e lidera o grupo A da Série C. Abaixo o que considero as partes principais da conversa e a certeza que o clube está bem entregue quando se fala de treinador e suas convicções.
Fernando Graziani – Falando das suas metas iniciais para as seis primeiras rodadas de Série C em relação a números e formatação de equipe, que avaliação você faz?
Paulo Bonamigo – Olha, eu diria que 6.5. Temos potencial para crescer ainda. Nos primeiros dias nós focamos demais na parte física e aos poucos introduzimos a parte tática. O importante é que temos que evoluir. Chegar nessa fase do campeonato e achar que está tudo bem é um erro porque então só iríamos decair. Não. Temos muito pra crescer, então 6.5 ou 7.0 está adequado.
FG – Em relação ao sistema tático, você adota o 4-1-4-1 e isso fica muito mais nítido quando o time é atacado…
PB – Sim, e que bom que você notou isso. Nós temos que ser muito organizados. Na hora de defender temos que ter rigidez em primeiro lugar. Agora, na hora de atacar temos várias alternativas de saída de bola, adiantamos os laterais, os centrais ajudam. Por exemplo: o Mancha e o Ligger ajudam a quebrar a primeira linha de marcação do adversário, os volantes se tornam líberos. Quando a gente atua em casa os adversários aparecem sempre fechados, muitas vezes isso dificulta. Assim, dessa forma, procuramos controlar todos os jogos, independente de ser fora ou dentro de casa e acho que só não conseguimos fazer isso contra o ASA até agora.
FG – Na verdade desde a derrota para o Remo, na primeira rodada, o time já mostrava sinais de melhora tática.
PB – E que derrota dolorida aquela, porque eles tiveram uma chance apenas, mas agora o momento é de rodar o elenco porque depois de seis ou sete jogos há uma instabilidade e uma necessidade de experimentar outros jogadores e quem tem entrado, casos de Jô e Pedro Carmona, por exemplo, têm o feito com intensidade e vontade. É momento de fortalecer o grupo todo.
FG – O que você tem achado do nível da Série C? E quando será a hora de olhar para o outro grupo.
PB – O nível é muito equilibrado e comparando com outras competições as equipes têm muita disposição. Claro que é uma avaliação de agora, pode mudar, mas noto que na nossa chave os jogos são disputados com mais intensidade. E eu também acompanho os jogos do outro grupo, desde agora.
FG – Há um histórico de decisões que não acabaram bem para o Fortaleza atuando em casa o segundo jogo do mata-mata. Você tem alguma preferência?
PB – Olha, tenho um ponto de vista muito pessoal e claro sobre isso. Eu gostaria de decidir a classificação em casa, diante da torcida. Histórico foi feito para ser quebrado. Históricos têm que ser desafiados e nada é para sempre.
FG – Seu jeito discreto como treinador sempre foi uma marca registrada, mas nesse trabalho no Fortaleza, que vivia uma situação caótica antes de você chegar, você se preocupou ainda mais com isso?
PB – Sou discreto sim e na minha posição acho fundamental. Mérito é para quem está dentro de campo, quem joga. Não gosto de aparecer, dar entrevistas. Quero que meus atletas joguem bonito, acreditem nas ideias e que o Fortaleza que fique fortalecido. O mérito é para toda uma integração que está sendo colocada no clube. Todos estão falando a mesma língua, temos todas as condições de trabalho, logística, tranquilidade. É preciso ter cabeça, confiança, equilíbrio, jamais ser radical e achar que tudo está errado ou tudo está certo.
FG – Sobre a estrutura do clube em 2007, quando você foi campeão cearense com o Fortaleza e agora, são muitas diferenças?
PB – Melhorou bastante, afinal são 10 anos, mas ainda há trabalho a ser feito sim. E eu e minha comissão estamos atentos e colaborando como possível para isso. A parte técnica, o campo de jogo, as nossas condições, tudo está ótimo. Temos hoje um departamento de análise de desempenho que nos ajuda muito, buscamos erro zero nas contratações, o Marcelo Paz (vice-presidente e diretor de futebol) tem nos ajudado demais e não queremos contratar sem convicção, sem conhecer o perfil do atleta.
FG – Isso passa pelo caráter do elenco?
PB – Passa muito por isso. Eu faço questão de contar com o perfil de caráter do jogador, que forma o perfil de caráter do grupo. Não adianta eu trazer um jogador que esteja buscando projeção pessoal, que não tenha espírito de equipe. Vamos pensar no coletivo somente, dedicação total porque nossa missão é muito importante, nossa meta, e eu acredito nela, é levar o time para a Série B do Campeonato Brasileiro.
FG – Onde a torcida entra nessa equação?
PB – A torcida nos ajuda demais, mas temos que lidar quando a torcida está pouco tolerante e é normal. Mas a torcida jamais vai vaiar quem luta, quem arrisca e quem persiste. Quero colocar isso como marca no Fortalea, esse espírito aguerrido, além da qualidade técnica. Noto que isso é muito importante para nosso objetivo e que talvez tenha faltado um pouco em anos anteriores. Por isso quero dedicação completa, personalidade.
FG – A confiança nesse caso é fundamental e você disse no seu primeiro dia que queria limpar a cabeça dos atletas, fazê-los esquecer o que de ruim tinha ocorrido…
PB – Nossa confiança está aumentando e, sim, estamos limpando a cabeça dos atletas ainda porque tinham vários jogadores que estavam completamente sem condições emocionais. Mas cada dia é um dia de conquista aqui pra gente e assim vai ser sempre, com esse espírito de luta, esse espírito aguerrido, fazendo o máximo em todo jogo.


FONTE - O POVO
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POSTADA  POR GOMES SILVEIRA

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