segunda-feira, 8 de maio de 2017

Marquinhos Santos revela dívida de salário atrasado no Fortaleza e cita ambiente político instável no clube

A saída de Marquinhos Santos do comando técnico do Fortaleza ainda repercute. No último sábado, quatro dias após o seu 
desligamento da equipe, em entrevista ao programa As Frias do Sérgio, da Rádio O POVO/CBN, o treinador revelou que o Fortaleza ainda lhe deve uma parte considerável do último mês que ele ficou a frente do clube. "Foram 74 dias de trabalho e até o desligamento  havia sido pago ¼ do salário atrasado de abril. Eu só quero que respeitem aquilo que foi acertado na minha chegada", falou o treinador, em tom de desabafo.
Marquinhos Santos adiantou que não deve acionar a Justiça para cobrar a dívida e que já está negociando o débito. "O Departamento jurídico dessa diretoria está conversando com meu departamento jurídico para chegar a um acordo, a um denominador comum", avisou.
O treinador citou ainda um cenário de instabibilidade na política interna do clube, que, na visão dele, pode ter causado um impacto direto nos insucessos do time nos últimos anos, sobretudo nos jogos do mata-mata da Série C. "Nos três ultimos anos foram situações semelhantes, último jogo no Castelão e não teve acesso, três anos seguidos com adversários diferentes, o erro não pode ser jogado pros elencos, talvez algum ponto internamente tenha que ser ajustado.A questão política interna do clube é um ponto que interfere diretamente no resultado de campo", avaliou.
Sobre não ter conseguido repetir em 2017 o mesmo êxito da temporada passada, em sua primeira passagem no Fortaleza, Marquinhos Santos citou que enfrentou, entre tantos problemas, a dificuldade em executar os treinos da forma como planejava, em virtude das condições climáticas na Capital. "O grupo tem jogadores experientes e com potencial, mas falta dar liga, encaixar. Nos 60 dias finais de trabalho foram 28 dias de chuva, que atrapalharam os treinamentos", afirmou.
FORTALEZA DIVULGA NOTA
Em nota oficial divulgada a imprensa, o Fortaleza Esporte Clube deu sua versão sobre a dívida, descrevendo todas as quantias pagas ao treinador desde o seu retorno e informou que o treinador se recusou a assinar o termo de distrato de contrato com o clube. Confira a nota:

"Após deixar o clube às vésperas das quartas de final da Série C de 2016, o técnico Marquinhos Santos retornou ao Fortaleza em fevereiro deste ano e ficou cerca de 70 dias à frente do comando técnico da equipe.
Na chegada, o treinador recebeu R$ 20 mil como adiantamento.
Em seu desligamento, foi firmado um termo de distrato, no qual foi acordado o pagamento de R$ 120 mil: R$ 60 mil à vista e a outra metade a ser paga em três parcelas de R$ 20 mil. Portanto, em cerca de 70 dias de trabalho, Marquinhos Santos recebeu R$ 80 mil. Entretanto, após o pagamento realizado, o treinador se recusou a assinar o termo de distrato acertado entre as partes horas antes. O Fortaleza Esporte Clube, que está em mudança de gestão e, consequentemente, em construção de novos rumos, sempre preza pelo respeito aos seus colaboradores e em honrar os compromissos. Por isso, lamentamos a tentativa de distorção dos fatos e maculação da imagem do clube através da mídia."



FONTE - O POVO
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POSTADA  POR GOMES SILVEIRA

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