sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

UNICLINIC - Palmeirense e apaixonado, zagueiro do Uniclinic fala sobre família e futuro

A vida costura amores com fios de coincidências, às vezes, invisíveis. Foi falando desses caminhos do destino que o maranhense Luís Fernando, zagueiro do Uniclinic, conversou com o GloboEsporte.com/ce no Estádio Antônio Cruz, local de treino do atual vice-campeão cearense. A paixão pelo esporte - que o fez largar o emprego de servente apesar da necessidade - e o futebol que testemunhou o romance com a esposa foram os temas abordados. Além disso, os ídolos Mina e Victor Hugo, do Palmeiras, e as perspectivas com o Uniclinic, também foram assuntos comentados pelo jogador.O campeonato era de várzea, mas o talento de Luís Fernando poderia levá-lo além. Na terra batida, foi campeão e, além do título, levou também um convite. Após o jogo, um torcedor do Moto Club, equipe da primeira divisão maranhense e que conquistou acesso à Série C em 2017, o convidou para um teste na equipe. Mas foi no São José de Ribamar que ele começou a carreira profissionalmente, aos 18 anos.
- Eu estava trabalhando numa empresa com carteira assinada. Lá, eu era servente. Tinha que ajudar a minha mãe, então fui. Pedi para sair da empresa e minha mãe começou a reclamar. Não tem dinheiro para nada, teu pai está desempregado... Pensei: O que vou fazer? Já tinha saído da empresa, vou começar apenas no próximo mês no São José – relembrou o jogador.
Com a mãe dona de casa, o pai, soldador, e mais quatro irmãs, Luís Fernando precisava contribuir para as despesas da família. Mas, no meio do caminho, tinha um sonho: jogar futebol. Ele insistiu. Com dificuldade para frequentar os treinos por falta do dinheiro da passagem, já que no São José recebia apenas ajuda de custo, ele recebeu um empurrão da tia Concita. Quando a mãe não podia, era a tia quem ajudava.
Fora do banco
Luís Fernando, zagueiro, Uniclinic (Foto: Stephan Eilert)Luís Fernando, zagueiro, Uniclinic (Foto: Stephan Eilert)
Luís Fernando esquentou o banco durante os primeiros jogos como profissional, aos 18 anos, no São José. Mas contou com o apoio de alguns amigos para se manter firme em busca de espaço. Entre esses amigos, Fernanda. Ela frequentava a casa do jogador, assim como outros. Outra amiga logo previu: “Vocês ainda vão namorar”. Foi tiro certo. 
- Ela me chamou para ir a uma festa. Tentei dar um beijo nela, mas ela virou o rosto. Fiquei todo sem graça. Fiquei calado e respeitei. Quando estava indo embora, ela me pediu para deixá-la em casa e lá a gente ficou. No outro dia, fomos para a igreja, como amigos mesmo... E foi lá que ela me pediu em namoro, aí aceitei. Nessa mesma semana, fui escalado como titular. Depois nunca mais fui banco. E estamos juntos até hoje, desde 2013. Daí nasceu a nossa filha Isabele, de um ano – relembrou a coincidência com alegria.
O garoto de 1,90m, esguio, que corria na terra batida, um talento a ser desenvolvido. Agora, aos 27 anos, Luís Fernando defende os sonhos dele e da família na ponta da chuteira. É lá que o gosto pelo futebol se transforma, também, em responsabilidade pelo futuro. 
- Futebol é uma paixão. Toda criança sonha em ser um jogador. Tem as coisas boas, mas tu também escuta coisas que não deveria. No começo fiquei chateado porque fui bastante criticado até pelos meus amigos. Antes, eu jogava por mim. Pegava o dinheiro, estourava. Agora tenho  que ajudar minha filha, minha esposa. Ela está grávida novamente, com quatro meses, mas minha mãe ainda não sabe. É uma benção de Deus - revelou emocionado.
Palmeirense do Maranhão
Luís Fernando, zagueiro, Uniclinic (Foto: Stephan Eilert)
Jogador profissional, Luís Fernando não deixou o lado torcedor. O verde e branco do Palmeiras contemplam a euforia de apaixonado pelo futebol. Ele não nega a vontade de atuar por uma grande equipe, e fala que Victor Hugo e Mina, zagueiros do alviverde, são suas grandes inspirações.

- Torço pelo Palmeiras. Claro que sonho em jogar numa equipe grande. Mas meu sonho maior é dar um conforto para minha família. Mas Victor Hugo e Mina (zagueiros do Palmeiras) me inspiram. Para eles não tem bola perdida. Eles jogam com garra. Acho que se eles forem para um jogo festivo, vão jogar sério. Também sou assim. Vejo a garra deles. Se perdem, ficam chateados. Assim sou eu. Posso ter ido bem na partida, mas se perder fico chateado. A gente tem que se cobrar. Se acostumar com derrota não leva a lugar algum - disse o zagueiro.




Perspectivas para 2017
Após o São José, Luís Fernando passou pelo Corinthians de Caicó, Anapolina-GO, Maranhão, e voltou para o Moto Club, onde conquistou acesso a Série C. Logo após rescindir com time maranhense, recebeu convite de Flávio Araújo, para o Sampaio Corrêa. Na semana em que assinaria o contrato, Flávio deixou o clube e recomendou que o jogador viesse ao Uniclinic. Caminhando no fio das possibilidades, Luís Fernando seguiu a intuição, veio para Fortaleza e quer fazer boa campanha com o time.
- Estamos focados. Somos unidos e nos respeitamos. Todos são tratados igualmente. Não vamos dizer que vamos ser campeões, mas estamos com os pés no chão, trabalhando firme, acreditando na possibilidade que tem. Ainda tem a visibilidade que é grande. Eu nunca fico satisfeito com pouca coisa. Sou muito grato a Deus por ganhar o que ganho hoje, mas a gente tem que ter ambição na vida – disse o jogador.  
O Uniclinic estreia na temporada 2017 no dia 15 de janeiro, quando enfrenta o Guarany de Sobral, pelo Campeonato Cearense. Na Copa do Brasil, o primeiro adversário da Águia da Precabura é a Portuguesa.


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POSTADA  POR GOMES SILVEIRA

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